Por que jogar RPG?


Eu considero que a minha história com o RPG é antiga. Comecei a jogar em 1998, com um amigo de escola, que me ensinou o 3D&T, em sua primeira publicação, com o cenário de Street Fighter. Eu já perseguia o jogo há algum tempo, tentando encontrar alguém que me ensinasse ou algum livro ou manual acessível. Fantasia medieval era algo que pirava a minha cabeça e, mesmo antes de jogar eu já sabia que adoraria aquilo ali.

Bem... formei um grupo, comprei muita Dragão Brasil, ensinei vários amigos a jogarem. Quando veio Tormenta, eu mergulhei naquele universo e vivi uns anos de muito RPG semanal. Até algumas mudanças na vida separarem amigos e começarem a dificultar as sessões. Veio o Ensino Médio, outros interesses... Mesmo assim, lembro que quando entrei na faculdade de História, meu plano era aprender História para poder escrever cenários de RPG realistas ou com algum embasamento.

Cresci, fui trabalhar, formar família e o RPG ficou parado na minha vida.

Comecei a retomar o hobby quando meu filho atingiu uma idade que já dava pra começar a jogar, ensinando e brincando com ele.

Na pandemia, como muita gente, consegui retomar o hábito com mais frequência. Foi quando eu realmente experimentei o D&D. Até então, eu tinha passado muito rápido pelo AD&D. Os preços eram um obstáculo para a minha realidade, então eu me contentava com opções mais baratas. As publicações da Dragão Brasil, vendidas em banca e com preços bem menores eram o meu meio-ambiente. Passei por GURPS, mini GURPS, Storyteller e alguns outros sistemas menos populares. Mas, agora com o recurso de VTTs  (Roll20 e Foundry), me aventurei na Mina de Phandelver, com o famoso sistema.

Dali, conheci os jogos Old School, com destaque para o D20age, do grande Quiral, que tenho jogado bastante.

E é claro que, como bom nerdão, fui aprofundar em blogs, podcasts, discord, sobre o RPG de hoje.

Tenho lido e ouvido muita coisa "teórica" sobre RPG. Às vezes adoro as discussões sobre agência do jogador, preparação, arbitragem que caras como o próprio Quiral e o Balbi do Café com Dungeon trazem. Às vezes, não quero saber de teoria. Quero só jogar uma fantasia, dar risadas e inventar histórias com uma galera legal.

Acho que rótulos atrapalham. Cada um e cada grupo jogam do jeito que curtem e tá bom. Aliás, sei que algumas concepções que eu tenho sobre o RPG não são tão atuais: a ideia de grupo, por exemplo, hoje é diferente "da minha época". Meu grupo era um grupo de amigos, quase uma panelinha. A gente não chamava pra jogar alguém que não tivesse a mesma vibe que a nossa. Isso é babaca por um lado, ok. Mas, a gente era uns moleques de 13 anos, então dá pra dar um desconto.

Por outro lado, recentemente fui atrás de informações sobre o novo D&D, que vai voltar para o Brasil e encontrei muita coisa falando de negócios: valores, balanço de empresa, faturamento, estratégias de marketing. Eu não sei bem porque eu jogo RPG. Mas sei que não é pra me preocupar com assuntos empresariais. Isso pra mim é chato e tira a minha brisa com o jogo.

Enfim... dei voltas e voltas pra não definir muita coisa. Apenas colocar ideias e pensamentos que têm ocupado a minha mente nas últimas semanas.

Se você, leitor incauto, chegou até aqui, o final dessa dungeonzinha de pensamentos, compartilha seu xp comigo e me conta: por que você joga RPG?

Comentários

Postagens mais visitadas

Visitantes